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Anos 90etal

Ideias, visões, pensamentos, vivências de alguém nascido nos 90's

Anos 90etal

Ideias, visões, pensamentos, vivências de alguém nascido nos 90's

27.01.20

Nostalgia em 3, 2, 1...

Matias

Regressando aos Anos 90...

Eras o maior do recreio se eras o dono da bola, se esta fosse de capão "mandavas" na escola... o gordo, esse não se safava e ia à baliza.

A bola partia os vidros da escola ou saltava o muro e perdia-se pela estada fora? Nao havia problema... jogavamos futebol sem bola. No limite, juntavam-se as raparigas e lá jogavamos ao Caça Beijinhos... ou ao Pisa. Tem piada, porque na altura fugiamos delas para que não fossemos beijados e agora é o contrário ahah

Chegavas casa com as calças verdes de relva no joelho ou mesmo com um rasgão... levavas uma reprimenda e com sorte, um espetacular remendo aos bonequinhos! Hoje pagamos por calças com buracos...

O Walkman ia no bolso e mais tarde o Discman com uns quantos cds na mochila... 

Tamagotchi, Gameboy ou Tetris... empresta-me se não, não sou mais teu amigo!

Passa o papel para trás... Queres namorar para mim? Sim, não, talvez?!

Quem diz é quem é... estas-te a ver ao espelho... chamaste-me nomes, já estás na professora! O meu pai é policia e bate no teu... nhenhenhe

Tantas coisas e mais algumas! Sem internets, as expressões e brincadeiras eram igual por todo o lado. 

Nostalgia em 3, 2, 1...

25.04.18

Amor, Para Que Te Quero

Matias

Passa para trás!

 

Na sala de aula, vi-a entrar. Ficava de olho nela e ganhava coragem. Pegava no caderno que tinha mais à mão, ia às folhas do meio se não estivessem escritas, tirava um pedaço e começava ali o mais simples e puro pedido de namoro.

Numa curta frase, sucinta e direta, mas cheia de vergonha e ao mesmo tempo esperança...

 

"Queres namorar para mim?".

 

Depois por baixo, dois quadradinhos mal amanhados. Um a dizer "sim" e outro dizendo "não". Na pior das hipóteses, colocava-se um terceiro que diria "talvez".

 

Aqui começava a aventura de fazer chegar o tão dobrado papelinho à pessoa amada. Sempre com atenção à posição do professor, para que não o confiscasse.

 

- "Passa para trás e não leias, não é para ti".

 

No final, era só esperar pelo retorno.. ou não! Não me lembro de ter feito muitos ou de ter recebido muitas respostas, sempre estive um pouco na friendzone. A verdade é que o papelinho fazia parte da geração e era mesmo assim.

22.04.18

Fazia Parte

Matias

Era igual em todo o lado!

 

Bem antes das redes sociais, bem antes da internet como agora conhecemos, bem antes dos telemóveis que todos agora temos...

Falando hoje em dia com amigos de cidades diferentes, facilmente nos apercebemos que as expressões e brincadeiras utilizadas nos anos 90 eram as mesmas.

Mas como assim? Como se transmitiam o "Estas-te a ver ao espelho" e o "Quem diz é quem é" a km de distância?! Como se transmitiam o "Meu pai é mais forte do que o teu" e o "Olha os namorados primos e casados"?!

 

Parecia nascido connosco, ser parte do nosso imaginário, expressões de uma geração que não aprendeu no Youtube.

 

Aqui ou ali tanto faz. Podíamos jogar à Macaca e ao Lencinho, ao Rei Manda e ao Macaquinho do Chinês... O teu pai é careca? Em que mão está? Quantos queres? Não importa... À Apanhada ou ao Quarto Escuro.

 

Como lá chegámos, não sei dizer. Apenas sabíamos que era assim!

20.04.18

Não o Deixes Morrer

Matias

E fazíamos tudo por ele!

 

Lançado em 1996, todos na turma tinham ou desejavam ter um. Era como um supra-sumo da tecnologia, o mais perfeito passa-tempo. Podia ser facilmente levado para todo o lado, ocupando muito pouco espaço.

 

O Tamagotchi, brinquedo que marcou uma geração, transformou todas as crianças em pequenas mães. Corríamos a todas as suas necessidades. O "menino" queria jogar algo, nós jogávamos... o "menino" tinha cócozinho, nós limpávamos... o "menino" tinha sede, coitadinho, nós dávamos de beber. Mal de nós se não o fizéssemos, o aparelho começava a apitar. 

 

Apitava a qualquer momento, nem que fosse a meio da noite.

 

Graças a tudo isso, a minha mãe escondeu-o e o pobre "animal" morreu. No fundo perdi o jogo, já que o objetivo era que ele crescesse desde pequeno ovo até sei lá o quê!

 

Sei lá... Nunca chego ao fim dos jogos..

18.04.18

Sabes que Começou no A

Matias

Todos os fins-de-semana!

 

Em pequeno, nunca queria dormir. Achava uma perda de tempo. Porquê? Sei lá... seria da idade. A verdade é que na maioria dos sábados e domingos, acordava ainda antes da televisão "abrir". Lembram-se? Aquela imagem colorida no ecrã e eu, ficava só ali, enrolado no cobertor à espera. Acompanhei muitas vezes o genérico da SIC. Procurem no Youtube, devem saber do que falo.

 

Muitas vezes já eu estava sentado no sofá da sala e ainda dava as Televendas no ar. Acho que vi demasiadas máquinas de ginásio e aspiradores inovadores. 

 

- "Se ligar nos próximos 20 minutos, oferecemos este magnífico abajour!"

 

Não sei se foi do treino que tive em frente da televisão enquanto esperava pelos desenhos animados, mas hoje em dia sou bastante paciente.

 

Toda esta pasmaceira de fim-de-semana para poder ver o Buéréré e toda a animação que lá se passava. Mal sabia que estaria na presença de uma potencial "bomba latina". De 1994 até então, passou num abrir e fechar de olhos... mas faz-nos dizer que no nosso tempo os desenhos animados é que eram, mas isso já diziam os de 80'. A verdade é que o nosso tempo é o agora, apenas vivemos as situações de outra forma e esquece-mo-nos do que realmente importa e nos faz bem, para passarmos os dias sem darmos por eles.

 

Às vezes, importa parar e lembrar o que começou no A.

17.04.18

Tentativa de Poema de Um Adolescente Apaixonado

Matias

Fico chocado por a ver ao lado de outro alguém
Pelo que não posso revelar mas, também não minto

Ou seja, falo do que sinto

Só a música, apenas a música me pode afastar
Deste mundo sem nome p'ra onde irei eu caminhar?
Todo o amor que flutua em todo o meu redor


Já sinto a falta da chama acesa
Vem-me aquecer
Contigo prevejo um longo dia
Que acaba ao amanhecer


Agora só me falta um refrão
P'ra completar esta pequena canção

O Amor é
Algo vindo do nada
Um sentimento doce como mel
Poemas escritos num papel, é
Algo quente como Sol
E digo... digo bem pois à saúde faz bem
É essencial como o ar
Profundo como o mar
Misterioso como o Universo
Feliz como um verso
Invisível como o vento
Determinado como o tempo, é
É único assim
Como tu? Sim... Apenas como tu

Isto que escrevi
É para aqueles que se identificam
De rapaz p'ra rapariga
Ter-te mais que como amiga


Foi tudo profundo
Pensando no mais belo que existe neste mundo
Então, o amor é
É aquilo que me põem triste
E me faz chorar
Aquilo que dum momento pr'outro
Me põem a rir e a saltar

 

 

16.04.18

Venham Mais Uns Quantos

Matias

Era só tocar que explodiam!

 

Os Power Rangers, série mítica iniciada em 1993 e que perdura até hoje. A base da história é sempre a mesma, uns quantos adolescentes/pré-adultos que de repente se veem com um relógio no pulso que os transforma em super-heróis. Um grupo de extraterrestres mal vestidos que tentam dominar o Mundo.

 

Visto agora de longe, esta série juvenil é bem estranha, mas na altura ficávamos expectantes a olhar e aposto que era uma das vossas preferidas.

Senão vejamos...

 

Os Rangers, eram pessoas normais, mas que depois de terem os transmorphers no pulso e dizendo umas palavras, mudavam logo de roupa e ganhavam habilidades marciais. 

 

Para começar a batalha, era enviado um grande numero de Putty Patrollers para desafiar os Rangers. Estes inimigos, eram bastante fracos e explodiam mal batessem uns nos outros. Na verdade, tudo explode nesta série. Batem na pedra, a pedra explode... batem na madeira a madeira explode... batem no ar, o ar... bem este para já ainda não explode!

 

Bem, depois lá vem o mostro do dia. Coitado, ainda dá alguma luta antes de os aliens lhe aumentarem o tamanho, mas no fim lá explode também. 

O mais hilariante, é quando os Rangers estão em apuros e começam a levar porrada, eis que aparece uma super arma nova, que nunca viram... mas mal aparece, sabem logo o nome dela e conseguem logo usa-la na perfeição.

 

Ainda assim, é das grandes séries dos anos 90 e muito provavelmente terá continuidade por muitos bons anos.

11.04.18

Hakuna Matata? Hakuna Matata!

Matias

Só agora reparo!

 

Acho que a primeira vez que vivenciei amor, foi precisamente entre um par de felinos. Pode suar estranho dito assim, mas tendo em conta que foi há uns 20 anos atrás e que o protagonistas se chamavam Simba e Nala, talvez haja uma atenuante.

 

Se viram este filme, é muito provável que ainda hoje consigam trautear uma ou duas faixas pertencentes à banda sonora e possivelmente em mais do que uma língua, não fosse o grande Elton John o interprete de uma delas.

 

Querem saber uma novidade (ou talvez não)? Lembram-se do Zazu? Aquele pássaro azul, conselheiro de Mufasa... esse mesmo! Na versão original, o ator que lhe dava voz era nem mais nem menos que Rowan Atkinson - o eterno Mister Bean.

 

No Rei Leão, acontece das cenas mais tristes que alguma vez poderiam ter feito num filme de animação. Tenho a certeza que quase todos vocês soltaram uma lágrima aquando a morte de Mufasa. Porquê Disney, porquê?!

 

Felizmente, junto com o Timon e Pumba aprendemos o Hakuna Matata... símbolo da felicidade, da diversão, das coisas boas da vida (pelo menos para mim). Atirem as coisas más para trás das costas!

 

Se não foi ontem... talvez seja hoje que para alguns de vocês se possa cantar que "Esta noite, o amor chegou".

 

 

09.04.18

Call Me

Matias

Dava para tudo!

 

Basta recuar uns 18 anos para vermos como era diferente. A nível de tecnologia, nomeadamente, no que diz respeito a telemóveis, houve uma evolução tremenda.

 

Se calhar, vocês já nem se lembram, mas para terem o toque da moda tinha-mos de o criar no editor de toques de telemóvel. Isso ou então mandavam uma mensagem para aquelas revistas da altura, que depois de pagos três euros e meio recebíamos o tão desejado toque. O ultimo grito, eram os sons polifónicos (caso o vosso telemóvel os reproduzisse). No limite, conseguíamos transferir toques e imagens recorrendo ao esquecido infra-vermelhos.

 

Se vocês nasceram nos anos 90, então muito provavelmente tiveram o mítico Nokia 3310. Íamos facilmente às lojas dos chineses comprar as melhores capas temáticas e lotávamos pelo melhor score no Snake. Tínhamos de ter cuidado para que o aparelho na caísse ao chão, pois poderia danificar seriamente o soalho. Resistência era com ele. Se o Hulk utilizasse telemóvel, certamente seria um destes. 

 

Na altura, eu não via os telemóveis como símbolo de ostentação, mas mais por ser uma novidade, um avanço. Cada um tinha o seu e, mais ou menos eram todos iguais. Chateávamos as mães para que carregassem os cartões e se ainda assim não tínhamos dinheiro, mandávamos um "Pagas?" e uns quantos tokings. 

05.04.18

Hora Sagrada

Matias

E assim, ali ficávamos!

 

Todos os dias, mais ou menos à mesma hora, tudo parava. Nada mais interessava e a melhor brincadeira passava para segundo plano. Estava na hora!

 

Tudo quieto e calado. A TV está ligada. Começa então a épica, lendária e imortal série de animação - Dragon Ball. Cada um de nós, era uma personagem e como eu era dos mais novos da sala, ficava com o Tien Shinhan. Já não era mau, ao menos não ficava com o Yajirobe (aquele personagem gorducho que usava uma espada). 

Aqueles minutos de desenhos animados transportavam-nos para outro lugar e as auxiliares de educação escusavam de ficar de olho em nós, pois nada de errado se iria passar.

 

No recreio, simulava-mos a dança embaraçosa da "Fuuuuu-são - Yaaah"... atentávamos a onda Kamehameha uns contra os outros e chamava-mos pela nuvem mágica.

 

Em resumo, se nunca ficaste de braços levantados em frente à TV, tentando transmitir a tua energia para que o Genki Dama fosse possível... das duas uma! Ou não nasceste nos anos 90 ou nunca viste Dragon Ball como deve ser.

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